
Engrossa o couro.
16 de fevereiro de 2026
A nova literatura cristã
16 de fevereiro de 2026A eternidade já começou.
Todos temos um tempo limitado.
Um número contado de respirações, de verões, de Natais.
Boa parte desse tempo disponível vai embora dormindo e nas atividades obrigatórias, como banho, louça, faxina, trânsito, arrumações e tantas outras obrigações.
Daí vem o trabalho, do qual quase ninguém escapa. De 8 a 10 horas do dia lá se vão, lutando pela sobrevivência, atendendo cliente, obedecendo ao patrão ou tentando vender um produto ou serviço.
Tirando tudo isso, sobram poucas horas livres.
Uns as usam para descansar; outros, para ir à igreja, orar, estar com irmãos, louvar e agradecer.
Mas muitos usam o pouco tempo que sobra para fazer tudo que a carne mandar. Uma válvula de escape onde fazem o que é errado e chamam essa parte de viver.
Eu já passei por isso. O tempo livre era tempo para fazer o que não agradava a Deus.
Assim, vai sendo alimentado um investimento péssimo, a ser amargamente colhido lá na frente.
Os cristãos saem tentando avisar, ajudar, falar do Reino e tirar essas pessoas dessa semeadura maligna, mas geralmente acabam tomando uns “passa-pra-lá”.
O tempo é curto, é pouco; cada decisão conta.
Nós, que conseguimos sair do mundo, agora andamos por ele como estrangeiros, passaporte na mão, esperando o voo de volta para casa e ansiosos por esse dia.
Já empapuçados de ficar por aqui vendo dor e sofrimento, queremos estar na casa do Pai, onde não há lágrimas nem dor.
Aguardamos nossa vez de sair daqui, enquanto fazemos propaganda desse lugar perfeito, reservado de graça para aqueles que quiserem.
O tempo é curto.
Vamos pregar.

